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Palavra do Presidente

A força das micro e pequenas empresas

Por: CNDL Brasília 15 de outubro de 2016

José César da Costa

No dia 05 de outubro comemoramos o Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, uma ótima oportunidade para nos lembrar de que, apesar do momento de turbulência que enfrentamos, o Brasil é um país de empreendedores.

Muita gente acha que são apenas as grandes empresas ou multinacionais que fazem a economia ir para frente. Muito pelo contrário, as micro e pequenas têm um papel fundamental para promover o crescimento econômico.

Para se ter uma ideia da grandeza do setor, os pequenos negócios representam 27% do PIB nacional e, como é fácil constatar, têm papel de destaque quando se fala sobre crescimento econômico, já que respondem por boa parte da geração de empregos e renda da população, sendo uma das principais causas da redução das desigualdades sociais.

Se compararmos com números de décadas passadas, veremos que a participação do segmento na economia brasileira vem crescendo acentuadamente. Em 1985, representavam 21% do PIB. Já em 2001, 23,2%. Em termos de valores absolutos, de 2001 a 2011, o faturamento das micro e pequenas empresas saltou de R$ 144 bilhões para R$ 599 bilhões, em valores da época.

Esses números demonstram a importância de incentivar e qualificar os empreendimentos de menor porte, inclusive os microempreendedores individuais.

Recentemente, o Indicador de Confiança dos micro e pequenos empresários dos segmentos do varejo e de serviços calculado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) apontou um crescimento de 18% na comparação com o mesmo período de 2015, passando de 36,38 pontos para 42,93 pontos.

Apesar das projeções técnicas apontarem para mais um ano de recessão, o indicador demonstra que os micro e pequenos empresários já nutrem alguma esperança com relação ao futuro da economia e dos negócios.

Mas precisamos lembrar que, para isso, também dependemos de medidas efetivas do governo para conter o aumento do desemprego e da deterioração fiscal. Se há otimismo, nós empresários estaremos mais dispostos a assumir riscos para ampliar nossos negócios e contratar mais funcionários.

Com a instabilidade econômica, elevada carga tributária e taxas altas, ser um empreendedor no Brasil é, acima de tudo, um grande desafio. E mesmo com todas as dificuldades que enfrentamos diariamente, ainda temos muitos motivos para comemorar.

Honório Pinheiro

Presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)

Artigo publicado no jornal O Povo

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