O ano de 2011, cujo último e mais importante mês para o comércio varejista começamos agora, foi marcado por duas tendências bem-vindas que, espera-se, serão mantidas em 2012: o aumento do consumo pelas classes D e E e a redução da taxa básica de juros. Um cenário favorável para amenizar a esperada desaceleração das vendas deste Natal, cujos resultados deverão atingir de 6% a 7% contra os 11% registrados em 2010 devido, em parte, à diminuição da demanda doméstica e à inflação ao longo do ano.
A economia vai bem, o desemprego em baixa, mas o momento é de atenção continuada. A salutar queda da taxa de juros não se sustentará sem a inflação sob controle. A percepção do Comitê de Política Monetária de que há espaço para a redução da selic contribuirá para o fortalecimento da economia se acompanhada pela disposição por uma política fiscal austera que conduza o País a um crescimento duradouro no médio e longo prazo.
O sucesso de um negócio, no entanto, não está integralmente a cargo dos gestores da macroeconomia. Cabe também ao comerciante a responsabilidade de se informar e identificar oportunidades. No momento em que as vendas de Natal coincidem com a ascensão das classes D e E, o treinamento e a motivação das equipes de vendas são fundamentais para o merecido e adequado atendimento a esse novo perfil de cliente, sem a exclusão dos demais.
O e-commerce merece igual atenção. Uma pesquisa da empresa de consultoria Deloitte realizada em outubro indica que 21% dos entrevistados no País pretendem fazer compras pela internet neste Natal. O número, próximo ao de quem se dispõe a comprar em lojas de departamento (25%) e shoppings (22%), deverá aumentar nos próximos anos com o crescente acesso das classes D e E ao mundo virtual.
Na análise por regiões, a pesquisa revela que a maior procura por presentes deve vir do Sul, onde 37% disseram que essa é a prioridade dos gastos de fim de ano. Itens de perfumaria e cosméticos serão destaque ao lado de celulares, incluindo smartphones, e tablets – estes últimos, a novidade deste Natal.
É interessante notar que smartphones e tablets são, por sua vez, potenciais ferramentas de compra que se somam às formas tradicionais de acesso à web. A popularização destes aparelhos reforça, portanto, como as novas tecnologias e os meios eletrônicos de pagamento e recebimento têm se tornado inevitáveis em nossos negócios. Por isso, comerciante, adapte-se a essa nova oportunidade. A cada Natal, o mundo virtual estará mais presente na vida do comércio e do varejo de todo o País.
* Roque Pellizzaro Junior – Presidente da CNDL
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