Estamos em meio a uma discussão de extrema importância na Câmara dos Deputados: a jornada máxima de trabalho. A pauta se estende desde há muito tempo, e já foram ouvidos entidades sindicais e o empresariado brasileiro. A CNDL e o Movimento Lojista defendem a não redução da jornada através de dispositivo constitucional, e vamos além; defendemos que a responsabilidade pela carga horária do trabalhador brasileiro não pode ser imposta pela Constituição Federal, pois colocaria em descrédito o Sistema Sindical Brasileiro, afinal, se toda a relação de trabalho for tratada por dispositivos legais, por quê de sua existência?
Atualmente já existem setores da economia brasileira que trabalham com carga horária inferior a 40 horas. Para a CNDL compete ao Sistema Sindical saber onde é viável esta redução, pois há setores que permitem, pela sua estrutura e outros não, como é o caso do varejo.
Se a redução for aprovada no texto constitucional, é o pequeno varejista, aquele cujo negócio possui, em média, dois funcionários, que nos preocupa. Ele não poderá se adequar. No varejo não há como automatizar, reduzir expediente, ou simplesmente repassar custos. A lógica diz que o pequeno varejo deve ser extinto, e quando falamos em pequeno varejista falamos em nome de milhares e milhares de pessoas.
Não vamos permitir que esta aventura eleitoreira arrebente com um modelo de varejo que é sucesso, que manteve nossa economia neste momento de crise, que emprega, com justiça e pessoalidade, milhões de brasileiros. De quem será a responsabilidade pela quebradeira? Pelas demissões que isto deverá gerar no médio e longo prazo? Pedimos responsabilidade de nossos parlamentares, a visão simplista, fácil e eleitoreira não pode vingar. O Brasil precisa de mais, precisa de visão de futuro.
A CNDL está atenta e tem acompanhado esta pauta. Vamos lutar para defender o melhor para o varejo nacional, modelo de sucesso, formado por mais de 95% de micro e pequenas empresas.
Roque Pellizzaro Junior
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