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Para SPC Brasil, vendas do varejo seguem em patamar baixo, mas com tendência de quedas menores para os próximos meses

Por: CNDL Brasília 10 de agosto de 2016
Para SPC Brasil, vendas do varejo seguem em patamar baixo, mas com tendência de quedas menores para os próximos meses

Dados divulgados nesta terça-feira (09/08) da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que apesar da estabilidade na variação mensal com um crescimento de 0,1%, o dado anual do volume de vendas do comércio varejista restrito ainda mostra forte queda de 5,3% nas vendas, a 15ª taxa negativa consecutiva. Ainda assim a queda é bem menor do que a de maio, quando foi de -9,0%. Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, os dados reforçam o cenário de que a economia entrou em uma fase de estabilização.

“As vendas seguem em patamar baixo, mas já se observa uma tendência de quedas cada vez menores em relação ao ano anterior, o que deve ser visto também ao longo dos próximos meses. Quando separamos os dados ligados à renda, como itens de supermercados, artigos de papelaria e roupas daqueles ligados a crédito, como móveis e eletrodomésticos, material de construção e veículos, o que se vê é que os primeiros caem em velocidade menor”, explica o presidente.

Em uma análise realizada pelo SPC Brasil, os itens ligados à renda recuaram 7,5% no primeiro semestre do ano, enquanto os dependentes de crédito caíram 14,2%. “Percebe-se, portanto, que a melhora da confiança do consumidor observada a partir do segundo trimestre deste ano ainda não se traduziu em melhora nas vendas e em maior demanda por crédito. Este cenário já era esperado, uma vez que as variáveis reais têm uma defasagem em relação aos dados de expectativa”, analisa. O crescimento de 0,1% na passagem de maio para junho foi influenciado por três das oito atividades pesquisadas pelo IBGE: tecidos, vestuário e calçados (0,7%), livros, jornais, revistas e papelaria (0,6%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,8%). Já o varejo ampliado, que também inclui os setores de materiais de construção e veículos, motos e peças, teve uma queda na passagem de maio para junho de 0,2% no volume de vendas. Na variação anual, também houve uma forte queda, de 8,4%, porém menor do que a de maio, de 10,2%. Esse recuo foi puxado principalmente pela queda de veículos, motos, partes e peças, que recuou 15,2%, contribuindo com -4,2 pontos percentuais para o resultado final.

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