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Palavra do Presidente

Reforma tributária: nossa maior prioridade

Por: onsize 15 de março de 2017

José César da Costa

Artigo do Presidente da CNDL Honório Pinheiro publicado em 15 de março de 2017 no Jornal O POVO, um dos jornais impresso de maior circulação no Ceará.

“A alta carga tributária brasileira representa um grande entrave para o desenvolvimento e crescimento do setor produtivo no País. Além de gerar falta incentivo à produção, se configura também em um peso para os consumidores, o que provoca um desestímulo ao consumo.

Esse complexo sistema tributário que arrecada aproximadamente 35% do PIB nacional é uma grande preocupação para empresários brasileiros e um dos principais pleitos da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), grupo formado por sete das maiores entidades representativas do setor de comércio e serviços do Brasil: Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Confederação Nacional de Dirigentes e Lojistas (CNDL) e Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).

Hoje, a carga tributária inibe o crescimento, já que o empreendedor acaba deixando de investir, empregar e prosperar seu negócio ao pagar tributos extremamente onerosos. Por isso, é indispensável uma atualização do sistema tributário para que as empresas possam enfrentar os desafios de uma competição cada vez mais acirrada.

Pesquisa recente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostrou que oito em cada dez empresários brasileiros dos setores de varejo e serviços (83%) consideram importante ou muito importante a reforma tributária.

O levantamento aponta ainda que para 77% dos entrevistados, a iniciativa melhoraria de alguma maneira, a economia do país. Para 60%, a geração de empregos seria um dos principais resultados positivos. O aumento da capacidade de investimentos dos negócios foi citado por 41% dos entrevistados, enquanto para 38% seria um incentivo na criação de novos negócios. Outro ponto importante do estudo indica ainda que 65% dos empresários avaliam o sistema atual como ruim ou muito ruim.

A pesquisa só comprova a realidade vivenciada pelo setor de comércio e serviços que, em função da pesada carga de impostos, amarga falta de estimulo a produção e ao consumo, reduz a geração de empregos e eleva os custos das empresas.

Além de todas essas consequências, a burocracia do sistema que traz consigo uma grande quantidade de taxas, leis e normas, faz com que haja necessidade da contratação de especialistas para orientar as empresas.

São muitos indícios que apontam para a urgência da reforma tributária no Brasil. Em tempos de crise, a necessidade por mudanças que ajudem a retomada do crescimento do país se faz presente. A reforma deve ser discutida com o viés de reduzir e simplificar esse quadro atual para o consumidor e o setor produtivo.”

Honório Pinheiro

Presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)

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